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Bom dia!  Teresina, 11 de julho de 2020
 
03/06/2020 às 11h42 O âncora Você está aqui: Home / Teresina Imprimir postagem

Após 300 demissões, motoristas e cobradores de ônibus protestam em Teresina

Eles reivindicam a proposta de empresários que visa retirar alguns direitos dos funcionários como ticket alimentação e plano de saúde.

Motoristas e cobradores do sistema de transporte público de Teresina se reuniram, na manhã desta quarta-feira (03), em um protesto em frente à Prefeitura Municipal para reivindicar direitos trabalhistas da categoria.

Os trabalhadores estão há 21 dias com suas atividades paralisadas desde que iniciaram um movimento grevista por conta da falta de acordo entre a categoria e o Setut. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário do Piauí (SINTETRO), Fernando Feijão, os funcionários reivindicam a proposta de empresários que visa retirar alguns direitos dos cobradores e motoristas, como suspensão do ticket alimentação e do plano de saúde durante a pandemia do novo coronavírus.

“Quando a categoria resolveu entrar em greve os motivos eram os atrasos e as demissões, agora se intensificou porque a proposta dos empresários é retirar os direitos dos trabalhadores, retirar o ticket e o plano de saúde. A situação hoje é complicada, a prefeitura não se pronuncia e viemos pedir ao prefeito que faça valer esses direitos, porque não vamos abrir mão deles. Todos os meses há um subsídio para o transporte público de Teresina e os empresários querem que aumentem esse subsidio, enquanto não aumenta os trabalhadores ficam sem receber, não paga ticket, nem plano de saúde”, disse Fernando Feijão ao GP1.

Demissões

Fernando Feijão afirmou ainda que mais de 300 trabalhadores da categoria já foram demitidos durante a pandemia. Ele afirma que estão realizando doações entre eles para distribuir cestas básicas aos demitidos, que se encontram sem recursos para alimentação.

“Já foram demitidos mais de 300 trabalhadores e a grande maioria deles estão com os direitos depositados judicialmente. Nós entramos com uma ação junto ao Ministério Público para garantir isso, mas muitos estão passando fome. Estamos nos ajudando dentro da própria categoria, juntamos 20 reais de cada um para fazer uma cesta básica a quem estiver precisando. Queremos a sensibilização do prefeito diante de tudo isso. Nós somos do grupo de risco também e não estamos sendo respeitados, não adianta nos mandar para casa sem nada”, concluiu o presidente do Sintetro.

 

Reproduzido do GP1


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