Messi conduz a seleção Argentina em uma Copa do Mundo histórica
A primeira Copa do Mundo disputada com 48 seleções chega ao seu momento mais decisivo. Restam apenas quatro equipes na corrida pelo título, e a partir de agora o torneio entra em sua fase de maior exigência técnica, onde detalhes fazem a diferença entre seguir sonhando e voltar para casa.
Entre as quatro seleções classificadas podem ser percebidas algumas diferenças, mas todas elas são potencialmente favoritas para a conquista. Dentre elas eu destaco a Argentina atual campeã do mundo. Mais do que um time organizado, a equipe sul-americana transmite maturidade competitiva e uma confiança construída ao redor de seu maior patrimônio: Lionel Messi.
Mesmo aos 39 anos, Messi continua sendo o centro gravitacional da seleção argentina. Sua velocidade já não é a mesma dos tempos de Barcelona, mas sua inteligência tática parece evoluir a cada competição. Ele joga um futebol de poucos movimentos e muitas decisões. Caminha em determinados momentos da partida para enxergar espaços que outros sequer percebem. Quando recebe a bola, o jogo muda de ritmo.
O mais impressionante, porém, não é apenas o talento do camisa 10. É a forma como seus companheiros compreendem sua importância. A Argentina joga sabendo que possui um atleta capaz de decidir uma partida com um único passe, uma cobrança de falta ou uma jogada aparentemente simples. Essa consciência coletiva torna o time ainda mais forte.
Os demais jogadores não atuam em função de Messi; atuam potencializados por ele. O meio-campo trabalha para oferecer liberdade ao craque, enquanto os atacantes movimentam-se constantemente para abrir espaços. Trata-se de um sistema em que todos entendem seus papéis, permitindo que o melhor jogador da equipe exerça sua genialidade nos momentos decisivos.
Do outro lado, a França continua sendo uma das seleções mais completas da competição. Possui força física, velocidade pelos lados do campo e um elenco capaz de manter alto nível mesmo quando realiza substituições. Seu desafio será transformar a superioridade técnica em eficiência diante de adversários cada vez mais organizados.
A Espanha, fiel ao seu modelo de posse de bola, aposta na circulação rápida, no controle do jogo e na ocupação inteligente dos espaços. É uma seleção que raramente perde a identidade, embora às vezes encontre dificuldades contra equipes mais compactas defensivamente.
A Inglaterra chega embalada por um elenco repleto de jogadores que atuam nos principais clubes da Europa. O time inglês alia intensidade, qualidade técnica e excelente jogo aéreo, características que fazem da equipe uma candidata legítima ao título.
Ainda assim, quando a bola rola e a pressão aumenta, algumas equipes possuem um diferencial impossível de ser treinado.
A Argentina tem esse diferencial.
Ele veste a camisa 10.
Lionel Messi representa muito mais do que talento individual. É liderança silenciosa, leitura privilegiada do jogo e a capacidade rara de decidir partidas sem precisar dominar completamente as ações. Sua simples presença altera o comportamento dos adversários e inspira confiança aos companheiros.
Em Copas do Mundo, grandes seleções costumam ser lembradas por seus grandes jogadores. E esta Argentina tem todos os ingredientes para seguir escrevendo sua história. Enquanto Messi estiver em campo, será difícil apontar outro favorito acima da equipe comandada pelo craque argentino.
As semi-finais prometem confrontos de altíssimo nível, mas a sensação permanece a mesma: para conquistar esta Copa do Mundo, alguém terá de encontrar uma maneira de parar a Argentina. E, principalmente, encontrar uma forma de limitar a influência daquele que continua sendo um dos maiores gênios que o futebol já produziu.
Por Zezo Freittas
|
|
|
|
Tags:
Comentários
Artigos relacionados
Argentina vence a Inglaterra de virada e mostra ao mundo a força de um verdadeiro time
Com garra, personalidade e espírito coletivo, os argentinos buscaram a virada, tiveram em Messi um líder inspirador e confirmaram o excelente trabalho de sua comissão técnica rumo à final da Copa
leia mais“O GIGANTE ACORDOU! Vasco domina o Fluminense e vence o Clássico dos Gigantes com autoridade no Maracanã!”
Com garra, raça e um futebol envolvente, o Vasco da Gama mostrou quem manda no Rio. A vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense fez o Maracanã pulsar em preto e branco — e reacendeu a chama da torcida
leia maisVASCO IMPLACÁVEL NO CASTELÃO
Mesmo com um a menos, Gigante da Colina mostra força, tática e garra para vencer o Fortaleza por 2 a 0 e seguir embalado no Brasileirão
leia mais