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17/07/2025 às 11h47 Redação Você está aqui: Home / Futebol Imprimir postagem

O Gigante que ainda dorme — um desabafo carinhoso sobre o atual momento do Vasco

Entre trocas de técnicos e derrotas em campo, a torcida vascaína segue firme, exigindo respeito à história e paixão por um clube que nunca deixou de ser gigante.

É difícil ser vascaíno hoje. Não por falta de amor, mas por excesso dele. Porque quem ama de verdade sente mais. Sente cada derrota como um soco no peito, cada gol sofrido como um grito preso na garganta. O Vasco da Gama, dono de uma das histórias mais bonitas do futebol brasileiro, atravessa mais uma fase turbulenta — e não é de hoje.

Trocam o técnico, mudam os nomes no banco, mas a postura em campo permanece a mesma: apática, insegura, sem alma. Não adianta tentar disfarçar com discursos prontos ou estratégias mal executadas. O problema do Vasco não está apenas na tática, mas na falta de identidade dentro das quatro linhas. Falta garra, falta respeito à camisa que vestem, falta entender que o Vasco é mais que um clube — é um símbolo de resistência, de luta e de paixão.

Mas é justamente por isso que dói. Porque o Vasco é muito maior que esse time que tem sido entregue à sua torcida. O Vasco é o clube que enfrentou o racismo e o elitismo quando poucos tinham coragem. É o clube que fez história com Barbosa, Bellini, Roberto Dinamite, Edmundo, Romário. É o time da virada, o time do amor, como diz o hino. Um clube que não se rende.

E se o Vasco é gigante, é também por causa da sua torcida, espalhada por cada canto desse país. Em Teresina, por exemplo, o amor pelo cruz-maltino é vivo, pulsante. Basta andar pelas ruas e ver a camisa preta com a faixa branca desfilando com orgulho. São vascaínos que nunca pisaram em São Januário, mas que têm o Vasco cravado no coração. Torcedores que sofrem, que vibram, que acreditam — mesmo quando tudo parece desmoronar.

Essa torcida não merece o que tem recebido. Não merece ver um time que entra em campo sem vontade, sem propósito. O Vasco precisa de jogadores que entendam o peso dessa camisa, que saibam que não estão ali apenas para bater ponto, mas para honrar uma história centenária.

Ainda há tempo de acordar. O torcedor não abandona, mas o torcedor também cobra. Cobra porque ama. E amar o Vasco é nunca se conformar com pouco. É exigir que o gigante acorde e volte a ser temido, respeitado e admirado.

O Vasco não é um time qualquer. É um sentimento que atravessa gerações, que mora no coração do povo, especialmente daquele que sabe que resistir é também uma forma de vencer. Que os ventos mudem, que o futebol volte, mas que nunca falte essa paixão linda — que faz do Vasco, mesmo nos seus piores momentos, um dos maiores clubes do mundo.

Por Zezo Freittas
Vascaíno por convicção, esperança e amor que não desiste nunca.


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