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Boa noite!  Teresina, 18 de novembro de 2019
 
31/08/2018 às 09h01 O âncora Você está aqui: Home / Basquete Imprimir postagem

Refugiado venezuelano ganha espaço no basquete do Paysandu

O esporte é palco para diversas histórias de superação. No basquete do Paysandu, uma em especial chama a atenção. O venezuelano Mailerson Requena, treina com a equipe sub-17 do Papão, está em Belém para superar as dificuldades do passado e alcançar os sonhos com a bola laranja.

Mailerson é mais um personagem de um cenário de muitos jovens venezuelanos, que encaram crise política no país em meio as dificuldades de ser pai jovem. Sem alternativas, o adolescente fugiu com a namorada, Katiusca, para a capital paraense, depois de passar por Manaus (AM).

“Eu estava procurando uma quadra de basquete desde que cheguei ao Brasil, mas não consegui por onde passei e aqui em Belém estava procurando desde que cheguei. De tanto procurar, uma amiga venezuelana que já está aqui há mais tempo disse que tinha aqui e que o time se chamava Paysandu. Foi o suficiente para eu encontrar uma nova motivação para não desistir”, afirmou.

Requena já praticava basquete em Caracas, na Venezuela. O esporte, que por lá é bastante popular, deu ao ala-armador o necessário para figurar nas categorias de base do clube alviceleste, mesmo que ainda não possa atuar em competições.

“Tirei uma tarde para inicialmente vir buscar informações no clube e, para minha alegria, já no primeiro contato, quando fui recebido pelo Mateus (do basquete bicolor), que é um outro atleta que também joga na minha mesma categoria, já me informaram que eu poderia ficar treinando”, disse.

Agora, o ala-armador aguarda a definição da parte burocrática com as autoridades para poder ter documentação adequada para entrar em quadra com a camisa do Paysandu em competições oficiais.

“Eu já fiz o que precisava e agora torço muito para que dê tudo certo nessa parte de documentação o quanto antes possível, que eu possa voltar a disputar competições e, se Deus quiser, quem sabe, um dia me tornar um profissional da modalidade”, finalizou.

(DOL)


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